Archive for fevereiro, 2009

NÃO HÁ CONQUISTA SEM SACRIFÍCIO, OU A CADA PASSO UMA CONQUISTA?!!…(??)

Subindo o Pico da Bandeira,  passo-a-passo superando desafios e conquistando o caminho…
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Nunca entendi direito o que leva o ser humano a testar seus limites de superação, no que se refere a esportes e muitas aventuras, embora eu sempre tenha achado legal e admirado tudo isso.

Neste carnaval pude entender um pouco o que isso significa e posso dizer que é algo apaixonante e de se viciar…

Pico da Bandeira!! Lá vamos nós, duas amigas e eu enfrentar 13 horas de viagem de carro, diretão de Brasília a Serra do Caparaó (divisa de Minas com Espírito Santo), viajando madrugada adentro sem parar, nem pra um cochilo, só mesmo pra dar uma passadinha no carnaval de Ouro Preto às 3 da madrugada e encontrar um carnaval já quase morto àquela hora. (-:

Então seguimos viagem com direito a uma outra paradinha às 5 da madrugada em um hotelzinho em Ponte Nova para um banho. E aí, pé na estrada de novo até Alto do Caparaó, lugarejo de Minas ao pé do Pico da Bandeira.

Lá, como já havia sido combinado antes, encontramos com um pessoal de São Paulo e de Divinópolis, e ainda sem dormir fomos pra Cachoeira das Andorinhas nadar nas águas frias, em um lugar meio mágico no meio das pedras pra renovar as energias e tirar um cochilo ao som das águas.

Depois, entramos no Parque Nacional do Caparaó e ainda de carro, após subir, subir…. chegamos ao nosso primeiro acampamento e montamos barraca pra passar nossa primeira noite friiiia!! Banho? Sim, o local tinha infra estrutura de banheiros, mas devido às baixas temperaturas do inverno, o sistema de aquecimento do  chuveiro nunca resiste e estoura, então, banho por lá é mesmo gelado. Energia elétrica? Luz só da lua e das estrelas, de lanternas e também de um lampião que um companheiro levou e compartilhou conosco, assim como o fogareiro pra prepararmos nosso miojo – comida básica de todos os dias. (-:

No outro dia, à tardizinha , com a possibilidade de ainda pegarmos uma chuvinha, começamos a subir rumo ao Pico da Bandeira. Meta do dia: 4,5 km até o próximo acampamento, o Terreirão. Mochila nas costas, carregando barraca, saco de dormir, água e comida, lá vamos nós com todo aquele peso, que aumentava à medida que os metros avançavam (-: O trajeto?? Fui “enganada” a respeito do que encontrei na trilha: pedra, pedras, pedronas, água , buracos… A vista do lugar?? Maravilhosa !!! Rio com cascatas e cachoeiras seguiam a lateral do trajeto e podiam ser avistados à distância, muitas plantas e flores da região, borboletas, as brumas ao longe e que às vezes nos envolviam. Mas tudo isso ia sendo curtido na medida que dava, pois não podíamos parar muito pra conseguir chegar ao segundo acampamento antes de anoitecer.

No segundo acampamento, já escurecendo, montamos de novo barraca, mas dessa vez, por sorte, pudemos contar com um abrigo; pois além do frio de uns 8 graus (imagino eu), naquela noite ainda caiu uma chuvinha. Neste abrigo, o ronco de um capixaba que por lá também se abrigou, atrapalhou um pouco nosso sono, mas também nos divertiu muito (-:, e valeu também o vinho que ele levou e compartilhou (-:. E mais uma vez, banho gelado e miojo. (-: Detalhe desse miojo: foi feito com água de uma torneira na qual surgiu depois algo estranho, tipo bigode de um peixe . Seria de um bagre??!! Bem, se fosse de um peixe seria mais provável de um jaú, pelo tamanho que era. (-: Ou seria antenas de um caracol??!! Ninguém entendia o que era aquilo que ficava mexendo pendurado no encanamento e não saía. Descobrimos o que se tratava só no outro dia, quando um companheiro resolveu retirar a torneira e encontrou um “simples” grande verme. O que fazer? Tomar vermífugo depois . (-:

Às 2 e meia da madrugada, com mochilas mais leves, lá vamos nós de lanterna na mão subir mais 4,5 km do trajeto mais difícil. Aí entendi o que é superação de limites e fiquei grata por ter uma bota própria nos pés, por ter iniciado uma musculação há um mês e por suar muito na minha dança de salão toda semana; e mais ainda, por termos feito esse trajeto à noite, o que me permitia ver apenas cada passo que eu teria que dar, pois senão, não sei se eu teria conseguido e  animado chegar ao final.

Nosso objetivo era chegar ao Pico da Bandeira para ver o sol nascer por sobre as nuvens. Não conseguimos chegar a tempo, pois em determinado momento nos perdemos na trilha, ou melhor, perdemos as benditas setas  amarelas (-: e tivemos que retornar. Mas aos trancos e barrancos, caminhando sobre pedras, águas correndo em pedras escorregadias, terrenos alagadiços, subidas e descidas que muitas vezes necessitava da ajuda das mãos; íamos também curtindo a madrugada com lua e muitas estrelas no céu… Às vezes uma ou outra estrela cadente com direito a pedidos… O céu ia começando a ficar vermelho e continuávamos superando nossos desafios físicos e mentais.

Enfim, por volta das 6 da manhã chegamos ao topo, atingimos os 2.892 metros de altitude no alto do Pico da Bandeira e pudemos estar literalmente sobre as nuvens.

Valeu a pena?! Sim, e como valeu!!

Valeu meus queridos : Marcel, Andrea, L H, Elenice, Canuto, Joelma, Mara e Fannya !

Justificando o título que coloquei acima, há duas frases comuns por lá, no Alto do Caparaó, presente nas camisetas, adesivos e etc. :

** NÃO HÁ CONQUISTA SEM SACRIFÍCIO

** A CADA PASSO UMA CONQUISTA

Pra quem faz trilhas, esportes radicais, entenderá o significado da primeira, mas com base nos conhecimentos da lei da atração e por acreditar que podemos ter conquistas sem nos sacrificarmos, e por eu ter conseguido atingir o meu objetivo centrada em cada passo que dava, então eu elejo a segunda:

A CADA PASSO UMA CONQUISTA.

Que seja sempre assim!!…

Usufruindo a conquista no topo do Pico da Bandeira…

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É lá que fomos… à 2892 metros de altitude no Pico da Bandeira …

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“Todos nós sonhamos em subir para lugares onde ninguem nos alcançará.

Ser a diferença onde vivemos.

Ser aquele que tem o brilho no olhar, a conquista no falar, e a seriedade em conquistar…

A liberdade de escolher e trilhar os próprios caminhos…

E chegar ao fim, que é a felicidade e a realização de uma vida onde o amor pode ser visto!”