No artigo anterior pedi bençãos de Afrodite.
Falando um pouco mais sobre o arquétipo dessa deusa presente nas mulheres, coloco mais abaixo uma síntese de Soraya Mariani referente ao livro de Jean Shinoda Bolen: “As Deusas e as Mulheres”.
O trabalho com o Sagrado Feminino é algo muito belo e trabalha o resgate da força feminina, a reestabilização, a cura das Guerreiras Feridas.
O mundo de relações dinâmicas atuais, de responsabilidades, de paradigmas sociais, de muitos acontecimentos e mudanças, muito tem exigido e afetado tanto homens como mulheres. Falamos muito do feminino, da Guerreira Ferida atual; mas também o masculino tem sentido toda a grande aceleração de mudanças, as consequências das relações e também tem sido o Guerreiro Ferido.
O trabalho com o autoconhecimento, com o resgate da essência, com a harmonização e valorização pessoal é de suma importância. Para as mulheres, o conhecimento dos arquétipos das deusas e o aprofundamento dessa conexão promove o resgate e as forças necessárias para que a luz das deusas interiores voltem a brilhar.
Aqui estão os comentários de Soraya Mariani sobre uma das deusas, a Afrodite:
”Jean Shinoda Bolen, denominou Afrodite de deusa alquímica por seu grande poder de transformação, simbolizando o poder transformativo e criativo do amor. Ela, também, representa a composição harmoniosa entre os aspectos das deusas virgens (**) e das vulneráveis (**). Não é vulnerável, pois jamais sofreu, seus relacionamentos eram correspondidos, e, não é virgem, pois valorizava as experiências emocionais e os relacionamentos, mas não como permanentes e duradouros. Ela impregna de beleza e amor os relacionamentos, não apenas os sexuais. Ela permite a empatia entre as pessoas. Ela visa seus próprios objetivos e interesses (consciência enfocada) sem abrir mão da receptividade ao outro. Ela pede pela conexão com o outro, pois, sem essa conexão nada se cria e, portanto, não há transformação.
Afrodite era capaz de acreditar no sonho de seus homens. Que o sonho era possível. Isto fazia com que eles se sentissem, realmente, importantes e especiais. Acreditar no sonho de alguém gera expectativas positivas no comportamento do outro, desperta o outro para o seu melhor. É uma atitude receptiva e doadora ao mesmo tempo, recebe-se o sonho e se encoraja o outro a buscar a realização. Isso confere segurança e dinamismo ao outro.”
Cinira Palotta, mestra de reiki e astróloga, e com estudo em arquétipos femininos há mais de 30 anos tece outro comentário sobre o arquétipo de Afrodite e coloco abaixo. É uma menção um pouco diferente mas que mostra da mesma forma a força e beleza desse arquétipo feminino de transmutação amorosa por si própria e pelo outro.
“ Afrodite é a ESSÊNCIA DA AUTO-ESTIMA, aquela auto-estima que falta a todas nós, mulheres criadas numa sociedade machista.
Afrodite era chamada de “A dourada”, pois ela tinha brilho próprio, seus cabelos e pele eram dourados. Ela não dependia de homem nenhum para sentir-se bem com ela mesma, para sentir o poder que tinha, pois ela SE AMAVA SAUDAVELMENTE, ACIMA DE TUDO. Diferente de Palas Athena que era “partenos”, ela se permitia ter amantes, mas apenas na medida em que ELA assim o desejava, que assim lhe interessava.Claro que, os homens que caiam nas graças de Afrodite sentiam-se altamente lisonjeados, mas nunca vi nenhuma referência de que ela incentivasse os sonhos de seus amantes… Enfim, são coisas para pensarmos e repensarmos……até que em alguma encarnação consigamos por nosso feminino de uma forma bastante saudável.”
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** deusas virgens, não significa que são intocadas sexualmente, mas que são independentes e ativas. Virgem, significa “não pertencente ao homem”. As mulheres com aspectos das deusas virgens são aquelas que são independentes, não necesitam da aprovação dos homens e sacrificam os relacionamentos com os mesmos para relacionarem-se mais profundamente consigo próprias.
** deusas vulneráveis são as que foram vitimadas de alguma forma por deuses ou humanos. São deusas orientadas para o relacionamento, sendo motivadas pelas recompensas que um relacionamento traz.
