Três animais compõem a Trilogia Andina e são considerados sagrados. São eles: o Condor (Cuntur), o Puma (Puma) e a Serpente (Amaru).
Para os incas, cada um deles são guardiões de um nível ou mundo, e representam forças e características que em conjunto devem estar presentes no homem como busca de equilíbrio, sabedoria, desenvolvimento, fortaleza e elevação.
A Serpente é guardiã do mundo interior da terra ou subsolo, conhecido como Uju Pacha (o mundo dos mortos); ela representa a sabedoria e está ligada ao amor. O Puma é guardião do mundo do meio, a terra no nível que vivemos, conhecido como Kay Pacha (o mundo dos homens) e representa a força, a coragem e está ligado ao trabalho. E o terceiro animal que compõe essa trilogia é o Condor , guardião do mundo de cima, do macro-cosmo ou Hanag Pacha (o mundo dos espíritos); ligado ao aprendizado ele representa a “visão” com amplitude, a elevação espiritual.
O homem deve buscar estar conectado com essa trilogia e cada vez mais alçar “altos vôos” … os vôos do Condor …
Acima, uma foto tirada no momento de uma prática coordenada pelo mestre xamã andino Francisco Miranda.
Em pleno Machu Picchu, na ponta de uma rocha, de braços abertos, de frente à grande montanha e recebendo toda energia do ar e do local, soltava ao vento três folhas sagradas de coca de cada uma das mãos, e conectava ”ao mundo” do Cuntur …
Bençãos …
E repetindo os gestos que me foram ensinados por mestre Francisco, trouxe as dádivas do Universo de encontro ao corpo, juntando minhas mãos na região do baixo ventre, permitindo-me recebê-las e aceitando-as em meu reino.
Assim foi, assim é, assim é.
Gratidão.

