Solstício de Inverno em lugares de poder no Perú – Dia 20 de Junho em Quenco

  

Ando sumida nas postagens deste blog e fiquei muito feliz ao acessar e ver que as visitações ultrapassaram o número de 10.000. Gracias a todos internautas e mantenho meus desejos de que usufruam do melhor …

No entanto, embora ausente daqui,  eu estava bem presente em lugares de poder e de vivências indescritíveis numa viagem espetacular ao Peru.  Algo mágico e inesquecível pra todos nós que fizemos parte de uma viagem maravilhosa organizada pelo historiador Ka Ribas (Amauta Runa) e pelo geobiólogo Allan Lopes Pires (Amaru Runa). Brigadão amigos queridos!!! Bençãos de gratidão sobre vocês por proporcionarem isso para nós. Estendo gratidão também à Dani, e que você seja coberta pelo manto sagrado da divina mãe,  nesse momento tão especial de ser canal para a vinda de mais um ser  de luz para a Terra; um fruto da Ilha do Sol, um local também de poder no lago Titicaca! (-:

Tentarei aos poucos ir relatando as vivências dessa nossa viagem que teve um foco totalmente diferenciado, onde durante 8 dias visitamos inúmeros locais de poder com práticas e exercícios energéticos. Ainda tivemos a grata surpresa e benção de poder contar em vários momentos com a presença do mestre xamã andino :  Francisco Miranda Miranda; que nos passou vários ensinamentos, conduziu vários rituais de purificação, oferendas, e também providenciou nossa iniciação no xamanismo na região de Ollantaytambo, a qual tivemos a honra de ter como mestre iniciático o Ka .  Tivemos ainda o privilégio de receber nossos nomes em quechua no caminhar entre as ruínas de Machu Picchu. 

Grandes presentes que o Universo nos ofertou!  

Minha infinita gratidão à energia e à todos os seres de luz de todas as esferas que lá estiveram conosco, cobrindo-nos com tantas dádivas inimagináveis. Seres esses visualizados em minhas meditações e insights e registrados até mesmo  em fotos.(postarei imagens aqui depois)

Bem… Nesse período de minha ausência por aqui , estive lá em pleno Solstício de Inverno…

Talvez todos já saibam o que é Solstício, mas eu falarei um pouquinho …

Essa data é comemorada há milhares de anos por toda a humanidade, como um importante acontecimento do “nascimento do sol”. Cientificamente falando é quando o sol está numa distância angular máxima ao norte do equador celeste, parecendo parar nas esferas celestes (solstício significa sol parado), para depois retorceder para o sul, em movimento anual aparente. Esta data marca  a noite mais longa, o apogeu da sombra, mas também, ao mesmo tempo o retorno da luz. Um início de novo ciclo, de renascimento, de libertar velhos padrões, de se render à mudanças do corpo e da mente, de avaliar e iniciar novos propósitos vislumbrando o futuro.

O Solstício de Inverno no hemisfério sul ocorre por volta do dia 21 de Junho. Neste ano de 2008 ele ocorreu mais precisamente no dia 20, e nesta data, nosso grupo acordou de madrugada em Cusco, e às 4:30 da madrugada já estávamos no ônibus em direção à Quenco para  vermos o nascer do sol. Chegamos ao local ainda escuro e ficamos aguardando a chegada do Mestre Francisco que conduziria a cerimônia.

Frio, muito frio… e ainda antes dos primeiros raios do sol, fomos nos introduzindo ao local sagrado e recebemos de Mestre Franciso a essência perfumada de Verbena em nossas mãos, a qual passávamos no rosto em direção à cabeça. Em seguida, ganhamos uma flor e fomos nos posicionando em círculo. Depois, um a um, colocamos a flor em uma tigela de barro com areia e mel, fazendo uma formação mandálica de flores e uvas com a intenção de nossos desejos.

Depois fomos convidados a percorrer aleatoriamente o local de poder, e em seguida, cada um de nós ganhamos três folhas de coca, as quais recebíamos com as mãos unidas. Aliás, esse ritual de oferendas com a folha de coca é talvez o mais praticado. Lá a folha de coca é tida como sagrada, ela contém propriedades de toda essência energética divina da natureza.  E como se diz em várias camisetas: “La hoja de coca no es droga, es sagrada “.

Na verdade necessitamos ingerir o chá da folha de coca  várias vezes ao dia, logo que chegamos em Cuzco, e às vezes, necessitamos mascar a própria folha de coca em subidas muito fortes, para que não sintamos os efeitos da altitude, que podem ser de fortes dores de cabeça e enjôos. Se bem que a conselho do Ka, uma boa preparação energética de conexão anterior com o local, minimiza e neutraliza esse impacto. Particularmente, seguindo a orientação proposta pelo Allan e o Ka, eu pratiquei essa conexão anteriormente , unindo os chacras principais em conexão com o céu e terra, voltando-me para os 4 pontos cardeais, assim como se faziam os nativos do local. E de alguma forma ou outra, eu não senti o “mal da altitude”.   

Bem, após recebermos as folhas de coca nas mãos e colocarmos nossas intenções, percorremos aleatoriamente o local sagrado e depois fomos convidados a depositar nossas folhas nos locais com os quais mais nos identificávamos.

Ao percorrer todo o local, me senti atraída por um bosque próximo, onde acima , a lua cheia e a Estrela Vênus (a estrela do amor) ainda brilhavam. Porém era um local de difícil acesso.

Percorri o local e me senti atraída para uma entrada no meio de grande pedras. No interior dessa gruta me deparei com uma grande mesa de pedra como se fosse um altar. Ali parei e  me senti magnetizada por aquele local. Nesse momento ouvi passos vindo e pude perceber que era o Ka que também chegava ao local.

Diante de sua chegada, em respeito, abandonei o local, mas saí de lá sentindo algo incompleto na minha conexão. Do lado de fora subi outras pedras e encontrei um buraco no solo. Me agachei e ali soprei minhas intenções pra que elas fossem até o centro da Pachamama. Porém, só consegui lançar uma folha de coca. As outras não percorriam o caminho até ao fundo. Então entendi que deveria retornar ao local sagrado no centro da gruta pra depositar as outras. 

O local já  estava vazio e aí sim, diante da mesa sagrada, pedi amor, prosperidade e coragem,  vibrei na energia, e de joelhos, me ofertei como guardiã do mundo. Senti então que o contato energético tinha se completado. Fiz minhas reverências e deixei o local.

O dia começava a clarear e fomos todos nos posicionar para receber os primeiros raios de sol de Quenco.

Enquanto aguardava , em posição de cabeça baixa para que os primeiros raios de sol tocassem o chacra coronário, eu comecei a sentir minhas pernas e braços vibrarem de maneira muito forte. Imaginei que pudesse ser reação do frio, mas era muito forte para ser isso. Então me permiti vibrar na energia.

Passado esse momento, ficamos aguardando a formação da imagem do Puma na rocha; uma sombra projetada pela incidência dos primeiros raios solares.

O Puma é um dos animais da trilogia andina, juntamente com a Serpente e o Condor. O Puma é a representação da força, do trabalho. E ali naquele momento, a força do Puma era emanada.

Voltamos para o ônibus e partimos dali para um outro local sagrado, conduzindo a oferenda , que após ser passada de mão em mão, foi depositada em uma rocha, para que  nossos desejos expressos ficassem sob as bençãos da luz do sol  para a transformação de nossas vidas em todos os níveis.

Nesse mesmo dia partimos para Ollantaytambo, onde participamos de outras cerimônias que relatarei depois.

 

E como se diz em quechua: RAIRI (alegria) a todos!

 

Mirian – Achuncaray

 

  

                 

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