Lavando até a alma …

 
        Os banhos podem lavar o corpo e a alma, renovando as energias, espantando a má sorte e atraindo a felicidade.
 
           A água é um excelente condutor de energia. Os banhos de cachoeira e de mar renovam as energias de qualquer pessoa, o que é perceptível aos mais atentos. Até mesmo um banho demorado tem o poder de relaxar e dar ânimo. Quando colocamos intenção em um banho e associamos produtos naturais, potencializamos ainda mais os efeitos desejados.
         O efeito da intenção colocada na água é comprovada pelo pesquisador japonês Masaru Emoto. Com um microscópio ultrapotente, ele observou e fotografou as formas indefinidas de moléculas de água retirada de uma represa. Colocou intenções em vários recipientes contendo água da mesma fonte. Alguns recipientes receberam intenções ruins: palavras como ódio e câncer, influência de microondas e celular, música heavy metal, etc. Outros receberam boas intenções: uma oração feita por um monge zen-budista, palavras como amor e obrigado, belos desenhos, som de músicas clássicas, etc. Analisando essas águas posteriormente, Emoto constatou que as que receberam intenções positivas apresentaram formação de cristais com contornos harmoniosos e de grande beleza, ao passo que as que receberam intenções ruins apresentaram cristais com contornos indefinidos. Assim, Emoto sugeriu: se a água reage a eventos não físicos, como oração e intenção, o mesmo pode ocorrer com o corpo humano – composto por 70% de água.
       Já o uso de ervas e flores em banhos sofrem a influência de diversas culturas. Ervas, flores, frutas, especiarias e raízes agem sobre o sistema nervoso, ajudando a equilibrar aspectos emocionais e espirituais. Este conhecimento tem sido passado ao longo dos tempos e atualmente os adeptos da fitoterapia usam plantas nos banhos para dissolver fluidos desfavoráveis. Em clínicas, nos banhos de ofurô as ervas também são utilizadas para proporcionar bem-estar, saúde e beleza. Na área de cosméticos e perfumes, sob título de usar ervas e plantas da sabedoria popular brasileira, os “banhos da sorte” têm invadido o mercado.
 
         Então, por que não desfrutarmos do prazer de um banho de ervas ?!!           

      Veja as dicas:
 
  * Prepare “um chá”; e ao manuseá-lo vá colocando suas intenções…
   *No chuveiro, após o banho de limpeza normal, despeje o líquido suavemente pelo corpo, do pescoço para baixo e se possível deixe secar naturalmente.  Mantenha sentimentos nobres…

   *Na banheira, as plantas devem ser postas direto na água. Um punhado é o suficiente ou dentro de uma trouxinha de pano, para evitar a volatização. Se a intenção for relaxar, a imersão pode durar até vinte minutos. Já para revigorar, permaneça imerso no máximo dez minutos (não se deve exagerar no tempo).
  * As folhas que caem dos banhos de ervas devem ser recolhidas e jogadas em vasos grandes de plantas ou jardins, para voltarem à natureza.
 
      Os ingredientes dos banhos têm poderes específicos. Você pode alterná-los conforme sua necessidade. Escolha o que melhor lhe convir:
 
Pitanga – Um punhado de folhas (no chá ou direto na banheira) ajuda a levantar o astral.
Canela em pau – Ferva três unidades para 2 litros de água; aumenta a disposição e o otimismo.
Cravo-da-índia – A infusão (21 unidades para 2 litros de água) tem efeito calmante e atrai prosperidade.                                                                          
 Lavanda ou alfazema – Duas colheres (sobremesa) das flores fervidas em 2 litros de água misturados à água da banheira acalmam e levantam auto-estima e confiança.                                                                                               
Erva doce – atrai boas energias.                           
Manjericão – promove o equilíbrio.                                                                         
Alecrim – age como protetora, dá clareza mental.
 
      Encerro aqui, repassando um trecho de um artigo de Solano:
“A renovação ocorre no encontro com a água, um elemento fundamental que simboliza tudo o que consideramos verdadeiro ou sagrado. Somente quando nos abrimos para o que nos é essencial, é que lavamos a alma, renovamos, ganhamos nova força e resistência.”

Mirian Menezes

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